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Tenho uma holding familiar. Preciso revisar a estrutura depois da reforma tributária?

· Leitura de 2 minutos

Mesa de trabalho com notebook, calculadora, caderno aberto, moedas e a miniatura de uma casa

Criar uma holding e nunca mais olhar para ela pode ser um erro.

Isso não significa que toda holding precise ser desfeita.

Significa que uma estrutura patrimonial precisa acompanhar a realidade da família, da empresa e da legislação.

Uma holding constituída há cinco anos pode estar diante de uma realidade completamente diferente hoje.

O patrimônio mudou?

Talvez esse seja o primeiro sinal.

Depois da constituição da holding, podem ter acontecido muitas coisas:

  • novos imóveis foram adquiridos
  • imóveis foram vendidos
  • novos sócios entraram
  • filhos cresceram
  • houve casamento ou divórcio
  • surgiu uma nova empresa
  • a atividade econômica mudou
  • a família passou a ter investimentos diferentes

A estrutura jurídica deveria acompanhar essas mudanças.

E a reforma tributária?

As alterações tributárias podem modificar a análise econômica de determinadas estruturas.

Mas é importante evitar uma conclusão simplista: não existe uma resposta única para todas as holdings.

O impacto depende da composição patrimonial, da atividade exercida, da origem das receitas, da forma de exploração dos bens e de diversos outros fatores.

Por isso, uma análise responsável não começa com “preciso mudar minha holding por causa da reforma”.

Começa com:

“Minha estrutura continua adequada à realidade atual?”

A holding foi criada com um modelo pronto?

Esse é outro ponto de atenção.

Uma holding não deveria ser tratada como um produto padronizado.

O contrato social, o objeto, as regras de administração, a participação dos familiares e a estrutura sucessória precisam fazer sentido para aquela família.

Quando isso não acontece, a pessoa pode ter uma sociedade formalmente existente, mas que não atende adequadamente ao objetivo para o qual foi criada.

Revisar significa desfazer?

Não.

Na maioria das situações, a revisão pode significar justamente identificar o que precisa ser ajustado.

Pode envolver:

  • contrato social
  • objeto
  • administração
  • composição societária
  • regras sucessórias
  • organização dos ativos
  • relação entre patrimônio pessoal e empresarial
  • adequação à legislação atual

Desfazer a estrutura pode ser uma possibilidade em determinados casos, mas não deveria ser o ponto de partida.

Uma holding não é um ponto final

Ela é uma estrutura jurídica.

E estruturas jurídicas precisam acompanhar a vida real.

Por isso, depois de mudanças relevantes na família, no patrimônio ou na legislação, vale revisar a organização existente.

O objetivo não é manter uma holding a qualquer custo.

É verificar se ela ainda cumpre adequadamente a finalidade para a qual foi criada.

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